Projetos

Segurança Contra Incêndio e Pânico

Fire Safety Service

Projetos

Projetos

Empresa instaladora e conservadora – registro 02/03-006

São aquelas que devidamente habilitadas e registradas no CBMERJ, se encontram em condições de “projetar”, instalar e conservar.

Tramitação de Projetos de segurança contra incêndio e pânico

Os projetos de segurança contra incêndio e pânico devem ser elaborados, por engenheiros de segurança ou empresas especializadas devidamente credenciadas e registradas na diretoria de segurança técnica do corpo de bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, seguindo rigorosamente o que preceitua o código de segurança contra incêndio e suas resoluções complementares.

– O corpo de bombeiros após análise do processo emitirá o laudo de exigências, juntamente com as plantas autenticadas;

– O laudo de exigência é documento indispensável na concessão de licença por início de obra;

– Após o cumprimento de todas as exigências contidas no laudo, o solicitante poderá apresentar requerimento ao quartel do corpo de bombeiro de sua região, solicitando a vistoria técnica para aprovação;

– Após a realização da vistoria será emitido o certificado de aprovação para a edificação, caso seja constado alguma pendência ou irregularidade será espedido em certificado de despacho. Após o comprimento das inconformidades relatadas no despacho, o requerente poderá solicitar uma nova vistoria para o local;

– As instalações contra incêndio e pânico constantes no laudo de experiências, só poderão ser realizadas por empresas permanentemente cadastradas na DGST (Diretoria de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro). A empresa deverá emitir um certificado de responsabilidade e garantia para as instalações, emitir ART do CREA-RJ e notas fiscais correspondentes aos serviços realizados. Seus documentos devem fazer parte do processo de requerimento para vistoria de aprovação.

A Relação das empresas credenciadas para a realização de projetos e instalações de segurança contra incêndio e pânico, estão disponíveis no site do CBMERJ na internet no link informação para empresas.

Da classificação das edificações para determinação de medidas de segurança contra incêndio e pânico. Art. 9° do COSCIP.

I – Residencial

  • Privativa (familiar e multifamiliar)

  • Coletivo (pensionatos, asilos, internatos e congêneres)

  • Transitória (hotéis, motéis e congêneres)

  • II- Comercial (mercantil e escritório);

    III- Industrial;

    IV- Mista (residencial e comercial)

    V- Pública (quartéis, ministérios, embaixadas, tribunais, consulados e congêneres);

    VI – Escolar;

    VII- Hospitalar e laboratorial;

    VIII- Garagem;

    IX – De reunião de público (cinemas, teatros, igrejas, auditórios, salões de exposições, estádios, boates, clubes, circos, centro de convenções, restaurantes e congêneres);

    X – De usos especiais diversos (deposito de explosivos de munição, de inflamáveis, arquivos, museus e similares;

    Projeto de canalização preventiva para combate a incêndios

    O projeto de canalização preventiva para combate e incêndios, são considerados como dispositivos fixos e serão exigidos nos seguintes casos:

    Em edificações residências, comercias ou mistas. Com área construída superior a 900m² ou com área inferior a 900m², com mais de 3 pavimentos.

    Quando se tratar de edificações industriais ou destinadas a grande estabelecimento comercial, a exigência de canalização preventiva contra incêndio será substituída pela rede preventiva conta incêndio (hidrante).

    A canalização preventiva montada com tubos de aço carbono, resistente a um a uma pressão mínima de 18kgf/cm² e diâmetro mínimo de 2½” ou 63mm, será alimentada referencialmente pelo reservatório superior, que deverá possuir uma reserva técnica para incêndio RTI calculada da seguinte forma:

  • Para edificações com até 4 (quatro) hidrantes: 6.000 litros.

  • Para edificações comais de 4 (quatro) hidrantes: 6.000 litros, acrescido de 500 litros por hidrante excedente a 4 (quatro).

  • A canalização preventiva deverá manter uma pressão mínima em qualquer hidrante de 1kgf/cm² e pressão máxima de 4kgf/cm². As mangueiras de incêndios serão de 38mm (1½”) de diâmetro, revestidas internamente com borracha capazes de resistir a uma pressão de teste de 20kgf/cm², dotados de juntas Storz e com seção de 15 metros de comprimento.

  • Projeto de rede preventiva

    Montadas preferencialmente com tubos de aço carbono, resistente a uma pressão mínima de 18 kgf/cm² e diâmetro mínimo de 3” ou 75mm. Será alimentada preferencialmente por reservatório superior que devera possuir uma reserva técnica de incêndio (RTI) de 30.000 litros. O sistema deverá ser pressurizado por um conjunto de bombas, composto por uma eletrobomba e uma moto bomba, capazes de manter em dois registros abertos ao mesmo tempo a vasão mínima de 60m³/h com uma pressão mínima de 4kgf/cm². Os projetos de canalização preventiva ou rede de incêndio, devem ser acompanhados do memorial descritivo das instalações e memorial de cálculo.

    Sistemas de Chuveiros Automáticos Sprinkler

    O que é um sprinkler e como atua no combate a incêndios?

    Um sprinkler é um dispositivo comumente utilizado no combate a incêndios. Ele é composto de uma “armadura”, um elemento sensível, chamado bulbo. O bico de sprinkler é rosqueado a uma tubulação pressurizada e permanece fechado por tampa travada pelo bulbo. As roscas normalmente são de ½” ou ¾” NPT. No interior do bulbo um líquido se expande a uma determinada temperatura de maneira que a cápsula seja rompida, quando um incêndio for iniciado, liberando a água para atuar no combate.

    Dentro da linha de equipamentos fixos de combate a incêndios, os sprinklers tem se mostrado um dos meios mais eficientes e econômicos, que podem diminuir os prejuízos à sua propriedade. Talvez, seja porque são sistemas anti incêndios que funcionam sem a necessidade da ação humana imediata, já que são instalados nos ambientes, produzindo sua “chuva” característica quando a temperatura atinge níveis elevados.

    Projeto de SPDA

    O para-raios no Brasil ou Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas

    O para-raios AO 1990 é como é popularmente conhecido é no Brasil normatizado pela ABNT através da Norma NBR-5419-2005 com o nome de SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas.’Segundo a citada norma é dividido entre SPDA externo e SPDA interno.

    O SPDA externo pode ser isolado ou não-isolado da estrutura a ser protegida. Os sistemas externos não-isolados são compostos de 3 subsistemas: subsistema captor, subsistemas de descidas e subsistema de aterramento, sendo que o método de proteção mais utilizado atualmente é a Gaiola de Faraday, onde todos os perímetros superiores da edificação são circundados por um anel metálico (subsistema captor), interligado a descidas metálicas intercaladas a uma distância variável entre 10m e 25m, de acordo com o nível de proteção, que por sua vez depende do tipo de ocupação da estrutura. Os subsistemas captor, de descidas e de aterramento podem utilizar elementos naturais, próprios da estrutura da edificação, ou não naturais, os quais são construídos para atender as exigências normativas.

    Exemplos de elementos naturais são coberturas metálicas e suas estruturas usados como subsistema captor, pilares e colunas metálicas, assim como as armações metálicas do concreto armado das colunas usados como subsistema de descidas, armações metálicas das lages usadas como anel de equilíbrio e armação metálica das fundações usadas como subsistema de aterramento. O mastro de Franklin é uma alternativa de elemento não natural do subsistema captor. É um terminal acoplado a uma haste de metal, comumente de cobre ou alumínio, destinado a dar proteção aos edifícios atraindo as descargas elétricas atmosféricas, raios, para as suas pontas e desviando-as, através do subsistema de descidas para o solo através de cabos de pequena resistência elétrica, onde as correntes serão dispersadas através do subsistema de aterramento, minimizando a possibilidade de danos físicos e/ou pessoais. Como o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área, o para-raios é instalado no topo do prédio.

    Chama-se também para-raios externo ou SPDA externo o DPS – Dispositivo Protetor de Surtos, cujo uso no Brasil é exigido pela norma ABNT NBR 5410 e mencionado na NBR 5419. Estes dispositivos são destinados a proteger instalações elétricas (quadros de entrada e de distribuição) e aparelhos eletrônicos individuais contra o efeito de cargas excessivas (sobretensões).

    Plano de emergência

    Em virtude do grande número de vítimas que os incêndios têm causado nos locais de maior concentração humana, principalmente edifícios e, tendo como causas principais à falta de conhecimento dos melhores locais de saída.

    Causando pânico, correria, ocasionando quedas e pisoteamentos, pessoas retidas em elevadores e outras falhas, se faz necessário o planejamento e a execução de exercícios de abandono de emergência.